Última Copa das Confederações

Fifa pode extinguir Copa das Confederações depois da Rússia

Competição que serve como evento-teste para a Copa do Mundo deve sumir do calendário da Fifa, que estuda substituí-la pelo Mundial Sub-20

Brasil, campeão da Copa das Confederações 2005 (Foto: Getty Images)
Brasil, campeão da Copa das Confederações 2005 (Foto: Getty Images)

A Copa das Confederações muito provavelmente vai acabar. A edição de 2017 do torneio, a ser disputada na Rússia, de 17 de junho a 2 de julho, deve ser a última. Segundo o GloboEsporte.com apurou em Manana, no Bahrein, durante o último congresso anual da Fifa, a entidade concluiu que não vale a pena insistir na competição.

A Copa das Confederações é sempre disputada no país que organizará a Copa do Mundo no ano seguinte e serve como evento-teste para o Mundial. Participam os campeões continentais, o campeão da Copa do Mundo anterior e o anfitrião da seguinte. Oficialmente, a Fifa não comentou o assunto até a publicação desta reportagem.

O que fazer no lugar da Copa das Confederações é a outra discussão – bem mais ampla e com muitas alternativas em debate. Uma ideia é que se dispute um evento-teste no país que receberá a Copa do Mundo um ano depois. O Mundial sub-20 é uma alternativa, como acontece no futebol feminino. Um Mundial de Clubes é outra. Isso não vai ser definido tão rapidamente.

São vários os motivos que podem levar a Fifa a acabar com a Copa das Confederações da maneira como ela é organizada hoje.

  • Depois da Rússia-2018, a Copa do Mundo será disputada em 2022 no Catar e durante os meses de novembro e dezembro, numa tentativa de mitigar os efeitos do calor no Oriente Médio. Essa mudança no calendário – a Copa historicamente ocorre no meio do ano – já é motivo de uma guerra com os clubes europeus. Ninguém quer lidar com esse problema em 2021;
  • A partir de 2026, tudo indica que a Copa do Mundo passa a ser disputada por 48 seleções, e organizada em mais de um país. No caso específico de 2026, a única candidatura apresentada até agora é a conjunta de EUA, México e Canadá. Nesse contexto, faz pouco sentido um evento-teste nos moldes da atual Copa das Confederações;
  • A edição de 2017 é um fracasso comercial. A um mês do início do torneio, menos da metade dos ingressos foram vendidos. Só um jogo (entre Portugal e Rússia) conseguiu ter todos os bilhetes vendidos. Nenhuma emissora de TV russa chegou a um acordo com a Fifa para transmitir as partidas;
  • Do ponto de vista esportivo, a situação não é muito mais animadora. A Alemanha, atual campeã do mundo, deu férias para os principais jogadores e vai levar para a competição um time muito jovem. Neuer, Boateng, Hummels, Kroos, Khedira, Özil e Müller, por exemplo, não estarão na Rússia. Pior: Portugal pode ir sem Cristiano Ronaldo.

A Copa das Confederações nasceu como “Copa Rei Fahd” e suas primeiras quatro edições foram jogadas na Arábia Saudita. Em 1997, o torneio foi adotado pela Fifa e ganhou o atual nome. Em 2001, 2005, 2009, 2013 e 2017 serviu como teste para a Copa do Mundo que seria realizada um ano depois. O Brasil, campeão das últimas três edições, é o maior ganhador do torneio.

Globoesporte.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *